Bauru, 21/12/2018.
NOTA DE ESCLARECIMENTO

    Ontem, o Sindicato do Comércio Varejista de Bauru (sindicato patronal), disse em suas redes sociais que nós, do Sindicato dos Empregados no Comércio de Bauru, nos recusamos a assinar a Convenção Coletiva de Trabalho 2018/2019 (CCT).
    Disse, ainda, que nossa recusa prejudica 30 mil comerciários de Bauru e região e que os trabalhadores deveriam procurar nosso sindicato para obter "uma explicação".
    Foram 23 reuniões entre os dois sindicatos. As negociações começaram em junho de 2018. Só essa informação já basta para mostrar que não se trata de uma negociação fácil. Então, não é aceitável alegar "surpresa" ou jogar a culpa pela não-assinatura da CCT a apenas uma das partes.
    Convém esclarecer que, realmente, não dá para assinarmos uma Convenção que, entre outras cláusulas, preveja:
a) que os funcionários demitidos entre 1/9/2018 e 31/12/2018 não tenham direito ao reajuste.
b) que a licença paternidade seja de 2 (dois) dias, quando a Constituição Federal determina que seja de 5 (cinco) dias. Não é um absurdo?
    Também é preciso evidenciar que parte do abono mencionado pelo sindicato patronal é mera reposição, ou seja, valor que já deveria ter sido pago na Convenção do ano passado; e que a outra parte se refere às diferenças de 9/2018 a 12/2018 (inclusive 13º salário), com pagamento dividido em 3 parcelas.
    Antes mesmo de elaborarmos essa Nota, com alegria constatamos que a maioria da nossa categoria se manifestou ao nosso favor de várias formas, inclusive em comentários na própria rede social do sindicato patronal.
    O Sindicato dos Empregados no Comércio de Bauru tem 70 anos de existência, de trabalho sério, de respeito à sua categoria e histórico de negociador justo. Por esses motivos, nem mesmo a danosa "reforma trabalhista" e as campanhas implacáveis contra o movimento sindical conseguiram nos derrubar.
    Negociar é a arte do possível. Tem que ser uma relação "ganha-ganha". Só é possível abrir mão de um benefício se outro vier em contrapartida, ficando bom para ambas as partes. Então, continuamos à disposição do sindicato patronal para darmos prosseguimento à negociação; sem jogar a culpa pelo insucesso momentâneo à representação patronal.
A diretoria - Sindicato dos Empregados no Comércio de Bauru